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MEC AM, por Liara Avelar

Qual o perfil privilegiado para a emissora?
O Perfil de programação da MEC AM, respeitando sua história e sua missão, é o de uma rádio pública educativa-cultural. Entendemos também a informação como material educativo, na medida em que esta ajuda na construção de uma visão crítica de mundo. Nossa programação musical foca a Música Popular Brasileira na sua essência.
A partir de análises de pesquisas do IBOPE vimos que nosso público ouvinte tem mais de 50 anos, está nas classes B e C, com nível superior de incompleto a completo e é formado tanto de homens quanto mulheres. Um dos nossos maiores desafios é conseguir conquistar também ouvintes mais jovens e investir na formação de novas platéias, buscando também projetos para o público infantil e juvenil, mas vamos nos manter focados para as classes A, B e C, para não competirmos na mesma cidade com a outra emissora da EBC.

Qual a programação ideal para a MEC AM?
Acho que a programação ideal para uma emissora é aquela coerente com a missão para a qual foi criada e, é claro, que agrade ao seu público, buscando sempre ampliá-lo, sem perder a noção de seus princípios básicos. A Rádio MEC foi criada para ser uma emissora educativa- cultural. E hoje é também uma emissora pública. Assim, após a criação da MEC FM, a MEC AM tem no perfil de programação o tripé música popular brasileira / cultura / educação. A música popular brasileira nos mais diversos gêneros: samba, choro, bossa, regional. Por estarmos no Rio, damos uma ênfase um pouco maior ao samba e ao choro.

Além disso, por ser uma rádio pública temos que dar espaço para gêneros de programas, assuntos e públicos que estão à margem das emissoras comerciais. Temos produtores especializados em diversos gêneros como MPB, serestas, choro, samba, instrumental, canto vocal, enfim, não somos excludentes. Mas não tocamos nada considerado "chulo" e sempre com ênfase na música popular brasileira. Temos programas musicais e de informação analíticos e procuramos dar sempre uma informação a mais para os nossos ouvintes. Além disso, abrimos as portas para os músicos que estão fora da mídia. Não costumamos tocar a música de trabalho das gravadoras e buscamos mais o lado B dos discos. Procuramos mesclar na nossa programação músical o antigo, com o novo; o clássico da MPB e o artista independente.

Nossos programas de variedades tem muita informação de serviço, cidade, cultura, cidadania. Também temos programas de debate, radiodocumentários especiais e programas de auditório, que fazem nosso diferencial. Nossa ênfase nas coberturas são em cultura e cidadania, além de participarmos de coberturas de grandes temas nacionais.

Como já disse, acho que nosso maior desafio agora é conquistar novos públicos, mantendo o que já temos, investindo em programas para o público infantil e juvenil e nos destacarmos neste segmento. Aliás, foi com a nossa programação especial do Dia Internacional da Criança na Midia, no ano passado, que ganhamos o Prêmio Regional do UNICEF e com o radiodocumentário sobre os 40 anos de 1968, ganhamos o Prêmio Imprensa Embratel, na Categoria Rádio.

Caso as propostas de programação no orçamento para 2009 sejam aprovadas, você acredita que a emissora ficará mais próxima da programação ideal?
Acho que sim, pois estão previstos alguns projetos para públicos hoje pouco contemplados ou mesmo não contemplados, como é o caso do público infantil, para o qual ampliaríamos o tempo da programação voltada para eles e o público jovem. Também teríamos espaço para movimentos como os das bandas de música, para programas de radioteatro, gênero que desapareceu do rádio, além de ampliaríamos o espaço da literatura, da poesia, do cinema, do teatro na nossa emissora.

MEC FM, por Marcelo Bissac

Qual o perfil privilegiado para a MEC FM?
Creio que na programação da MEC FM, atingimos um perfil bem adequado, pois conseguimos, em termos do repertório, renovar aos poucos, devido a pequena verba, com a compra sistemática de novos títulos todos os meses, já há 4 anos e também com o estabelecimento do contato com gravadoras, selos, músicos e compositores, e, todos estes fatores ajudaram e ajudam bastante na renovação e constante atualização do nosso acervo. Um outro aspecto positivo é também a pesquisa em nosso histórico arquivo, o que possibilitou a produção de séries que retomam programas que fizeram história na rádio. A interação e divulgação maior de nossas programações e produções, com os ouvintes e outras mídias (site, jornais, blogs, etc.), também foi incrementada o que possibilitou uma grande exteriorização.Talvez uma importante ferramenta, ainda não alcançada para chegarmos ao ideal, é a de interatividade total dos ouvintes com o nosso site, com a possibilidade de podcast e outros.

Qual a programação ideal para a MECFM?
A MEC FM tem em sua grade a música clássica ocupando, em torno de 85% da programação, o ideal será mantermos esta procentagem, mas com programas que sejam cada vez mais bem produzidos, com caráter informativo, cultural, experimental e educativo. Rádio ao vivo mais tempo e com possibilidades de gravações externas, transmissões ao vivo das salas de concerto, dos teatros e espaços dedicados à música e artes em geral, como por exemplo agora no próximo dia 5 de março, Dia Nacional da Música Clássica, vamos transferir o nosso estúdio de transmissão, durante o período das 11 às 2 da tarde, para o Museu Villa-Lobos que será a nossa contribuição e apoio a esta importante data para o setor da música de concerto da cidade.

Caso as propostas de programação no orçamento para 2009 sejam aprovadas você acredita que a emissora estará mais próxima da programação ideal?
As propostas de novos programas para a nossa grade de programação, caso sejam aprovadas, virão para contribuir muito com a qualidade, diversidade e conteúdo. Acredito que uma programação ideal é aquela que de tempos em tempos, sofre modificações, acrescentando novos conteúdos, novos olhares sobre a diversidade de assuntos do mundo da música, cinema, literatura e todas as artes em geral, as novas mídias, as novas e as históricas invenções que fazem parte da história da humanidade.


 

 

 

 

 

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